O que a história de fracasso do viagra feminino ensina sobre a sexualidade das mulheres
Já se estudaram outras alternativas para mulheres? Viagra azul versus “viagra” rosa: qual a diferença? E outras recomendações para mulheres com falta de desejo sexual?
3. Como ela funciona?
E mesmo que o medicamento potencie a libertação de determinadas hormonas, que podem favorecer o desejo sexual, só por si não é garantia para resolver o problema. As interações entre as hormonas e neutransmissores e as células do cérebro, assim como os efeitos que têm, são mais complexos do que os resultados demonstrados. A terapeuta sexual Sandra Vilarinho receia que se tome o comprimido com esperança de resolver a falta de desejo sexual, ignorando o tratamento de outros problemas como excesso de trabalho, depressão ou outras dificuldades na relação. Pode saber mais sobre a opinião de especialistas portuguesas em relação ao medicamento flibanserina (aqui) ou ver um parecer publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (aqui). A introdução do Viagra, o comprimido azul para tratar a disfunção erétil masculina, trouxe a solução para os problemas de disfunção sexual de muitos homens. A empresa farmacêutica norte-americana Sprout Pharmaceuticals conseguiu no dia 18 de agosto de 2015 a aprovação para comercialização, pela autoridade que regula a introdução dos medicamentos no mercado (FDA, Food and Drug Administration), do medicamento flibanserina, sob o nome comercial Addyi. O objetivo deste medicamento é tratar o transtorno de desejo sexual hipoativo (HSDD) – a diminuição do desejo sexual em mulheres que ainda não entraram na menopausa. “HSDD é definida com uma ausência persistente de pensamentos sexuais, de fantasias, de recetividade e vontade de envolvimento em atividades sexuais que causa ansiedade pessoal e nos relacionamentos e não pode ser justificado por outra condição médica ou pelo efeito de outra substância”, referiu o laboratório. Este medicamento é o primeiro no mercado com o objetivo de tratar diretamente a falta de desejo sexual – nenhum dos medicamentos de tratamento de disfunção sexual nos homens têm este objetivo. Flibanserina é recomendado às mulheres na fase de pré-menopausa – que inclui toda a vida sexual da mulher até ao aparecimento dos primeiros sinais da menopausa – que sofra de transtorno de desejo sexual hipoativo. O medicamento Addyi, que se prevê que comece ser vendido a 17 de outubro, tem um composto que potencia e outro que inibe a ligação da serotonina – a hormona que regula, entre outras coisas, a ansiedade e o humor, mas também a locomoção, a fome e a líbido. Mas, como refere a FDA em comunicado, ainda não foi possível perceber qual o mecanismo pelo qual aumenta o desejo sexual e diminui a ansiedade em relação a isso. See how the 'female Viagra' drug works pic.twitter.com/fb9kzpz3dk A Business Insider referiu que os alvos do flibanserina são dois neurotransmissores (substâncias que transmitem impulso nervoso): a dopamina, que atua na sensação de recompensa e prazer, e a norepinefrina, que controla a atenção e e a resposta ao meio ambiente. No entanto, e como alertou Bernardo Barahona Corrêa, consultor na Unidade de Neuropsiquiatria da Fundação Champalimaud, ainda existem poucas evidências que este fármaco seja realmente eficaz a cumprir o objetivo a que se destina. “Addyi female viagra portugal foi aprovado com um estratégia para avaliação e mitigação do risco (REMS), que inclui elementos para assegurar o uso seguro (ETASU)”, referiu a FDA em comunicado de imprensa.
| Produto | Dosagem | Quantidade + Bónus | Preço | |
|---|---|---|---|---|
| Viagra Original | 100mg | 34 + 2 comprimidos | 163.67€ 155.88€ | |
| Viagra Genérico | 25mg | 120 + 6 comprimidos | 125.56€ 119.58€ | |
| Viagra Genérico | 25mg | 60 + 4 comprimidos | 71.99€ 68.56€ | |
| Viagra Genérico | 150mg | 120 + 8 comprimidos | 177.58€ 169.12€ | |
| Viagra Original | 100mg | 76 + 4 comprimidos | 306.59€ 291.99€ | |
| Viagra Original | 100mg | 14 + 2 comprimidos | 89.03€ 84.79€ | |
| Viagra Oral Jelly | 100mg | 220 + 18 saquetas | 562.28€ 535.50€ | |
| Viagra Professional | 100mg | 180 + 4 comprimidos | 337.30€ 321.24€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 360 + 30 comprimidos | 470.93€ 448.50€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 60 + 8 comprimidos | 116.84€ 111.28€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 60 + 4 comprimidos | 83.93€ 79.93€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 120 + 16 comprimidos | 198.37€ 188.92€ | |
| Viagra Original | 100mg | 12 comprimidos | 72.54€ 69.09€ | |
| Viagra Genérico | 50mg | 90 + 6 comprimidos | 107.37€ 102.26€ | |
| Viagra Genérico | 100mg | 90 + 6 comprimidos | 129.02€ 122.88€ | |
| Viagra Super Active | 100mg | 20 + 4 comprimidos | 48.05€ 45.76€ |
Estas medidas foram tomadas devido aos efeitos secundários previstos: pode causar quebras de tensão e perdas de consciência, efeitos que são agravados quando há ingestão de álcool, quando a mulher está a tomar determinados medicamentos ou caso tenha problemas de fígado. O medicamento que promete ser revolucionário vem recheado de avisos e precauções: obriga à prescrição médica e à formação específica e certificação dos profissionais se saúde – médicos e farmacêuticos -, alerta a FDA.
| Produto | Composição principal | Forma de venda | Evidência científica |
|---|---|---|---|
| FemiLib | Extrato de maca peruana | Ervanária e farmácia | Limitada |
| Ginsex | Óleo de prímula e vitamina E | Farmácia | Moderada |
| Damiana Plus | Folha de damiana e ginseng | Ervanária | Escassa |
| FemiVigor | Pólen apícola e geleia real | Loja de produtos naturais | Inexistente |
“Os doentes e aqueles que prescrevem [o medicamento] devem compreender totalmente os riscos associado ao uso de Addyi antes de considerarem o tratamento”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA.
- O bupropiona, um antidepressivo atípico, é por vezes usado off-label para melhorar o desejo sexual em mulheres com depressão.
- Este fármaco atua nos neurotransmissores dopamina e noradrenalina, podendo aumentar a excitação e o orgasmo.
- A bupropiona tem menos efeitos secundários sexuais do que outros antidepressivos, como os ISRS.
- No entanto, não é aprovado especificamente para disfunção sexual feminina e deve ser prescrito com cautela.
- A associação de bupropiona com outros fármacos pode ser considerada em casos complexos de baixa libido.
Aconselha-se que as mulheres tomem o medicamento ao deitar, para diminuir as consequências dos possíveis efeitos secundários, como hipotensão, síncope ou sonolência. E o consumo de álcool é totalmente contraindicado enquanto a mulher estiver a tomar a medicação. Durante os ensaios clínicos, as mulheres também referiram tonturas, náuseas, fadiga, insónia e boca seca. No site da empresa Sprout Pharmaceuticals lê-se que o medicamento não serve para tratar perda de desejo sexual devido a uma condição médica ou psiquiátrica coexistente, a problemas na relação ou a efeitos secundários de outros medicamentos.
Só para tratar transtornos
See how the 'female Viagra' drug works pic.twitter.com/fb9kzpz3dk A Business Insider referiu que os alvos do flibanserina são dois neurotransmissores (substâncias que transmitem impulso nervoso): a dopamina, que atua na sensação de recompensa e prazer, e a norepinefrina, que controla a atenção e e a resposta ao meio ambiente. No entanto, e como alertou Bernardo Barahona Corrêa, consultor na Unidade de Neuropsiquiatria da Fundação Champalimaud, ainda existem poucas evidências que este fármaco seja realmente eficaz a cumprir o objetivo a que se destina. “Addyi female viagra portugal foi aprovado com um estratégia para avaliação e mitigação do risco (REMS), que inclui elementos para assegurar o uso seguro (ETASU)”, referiu a FDA em comunicado de imprensa. Estas medidas foram tomadas devido aos efeitos secundários previstos: pode causar quebras de tensão e perdas de consciência, efeitos que são agravados quando há ingestão de álcool, quando a mulher está a tomar determinados medicamentos ou caso tenha problemas de fígado. O medicamento que promete ser revolucionário vem recheado de avisos e precauções: obriga à prescrição médica e à formação específica e certificação dos profissionais se saúde – médicos e farmacêuticos -, alerta a FDA.
Carrinho vazio?
“Os doentes e aqueles que prescrevem [o medicamento] devem compreender totalmente os riscos associado ao uso de Addyi antes de considerarem o tratamento”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. Aconselha-se que as mulheres tomem o medicamento ao deitar, para diminuir as consequências dos possíveis efeitos secundários, como hipotensão, síncope ou sonolência. E o consumo de álcool é totalmente contraindicado enquanto a mulher estiver a tomar a medicação. Durante os ensaios clínicos, as mulheres também referiram tonturas, náuseas, fadiga, insónia e boca seca. No site da empresa Sprout Pharmaceuticals lê-se que o medicamento não serve para tratar perda de desejo sexual devido a uma condição médica ou psiquiátrica coexistente, a problemas na relação ou a efeitos secundários de outros medicamentos. @US_FDA approves #flibanserin for female hypoactive sexual desire disorder pic.twitter.com/uJKDo493dK É certo que nenhum medicamento está livre de apresentar efeitos secundários, por isso há que avaliar se os benefícios compensam os riscos. Tendo em conta que uma em cada cinco mulheres referiu ter tido efeitos indesejados e que as melhorias são pouco significativas talvez não se justifique, como argumenta o médico Walid Fouad Gellad, citado pelo site Vox.
Quem não deve usar
Já se estudaram outras alternativas para mulheres? Viagra azul versus “viagra” rosa: qual a diferença? E outras recomendações para mulheres com falta de desejo sexual? A empresa farmacêutica norte-americana Sprout Pharmaceuticals conseguiu no dia 18 de agosto de 2015 a aprovação para comercialização, pela autoridade que regula a introdução dos medicamentos no mercado (FDA, Food and Drug Administration), do medicamento flibanserina, sob o nome comercial Addyi. O objetivo deste medicamento é tratar o transtorno de desejo sexual hipoativo (HSDD) – a diminuição do desejo sexual em mulheres que ainda não entraram na menopausa.
5. Maca peruana
“HSDD é definida com uma ausência persistente de pensamentos sexuais, de fantasias, de recetividade e vontade de envolvimento em atividades sexuais que causa ansiedade pessoal e nos relacionamentos e não pode ser justificado por outra condição médica ou pelo efeito de outra substância”, referiu o laboratório. Este medicamento é o primeiro no mercado com o objetivo de tratar diretamente a falta de desejo sexual – nenhum dos medicamentos de tratamento de disfunção sexual nos homens têm este objetivo. Flibanserina é recomendado às mulheres na fase de pré-menopausa – que inclui toda a vida sexual da mulher até ao aparecimento dos primeiros sinais da menopausa – que sofra de transtorno de desejo sexual hipoativo. O medicamento Addyi, que se prevê que comece ser vendido a 17 de outubro, tem um composto que potencia e outro que inibe a ligação da serotonina – a hormona que regula, entre outras coisas, a ansiedade e o humor, mas também a locomoção, a fome e a líbido. Mas, como refere a FDA em comunicado, ainda não foi possível perceber qual o mecanismo pelo qual aumenta o desejo sexual e diminui a ansiedade em relação a isso. A FDA aconselha que as mulheres interrompam a medicação se ao fim de oito semanas não notarem efeitos positivos no desejo sexual. Outro ponto importante é que as mulheres refiram qualquer tipo de alteração, visto que não existem estudos do efeito a longo prazo de um medicamento que deve ser tomado diariamente. O medicamento que agora foi aprovado pela autoridade que regula os medicamento e alimentos nos Estados Unidos (FDA, Food and Drug Administration) já tinha visto o pedido de comercialização recusado duas vezes em 2010 e 2013, por não conseguir demonstrar que realmente resolvia o problema e porque apresentava manifestações severas dos efeitos secundários. “A combinação de uma prova de eficácia não muito robusta e o facto de o perfil de segurança não estar bem caracterizado fez-nos concluir que não estaria pronto para aprovação”, disse Sandra Kweder, vice-diretora do Gabinete de Novos Fármacos da FDA, citada pela NPR.
- O termo "Viagra feminino" é enganador, pois sugere que existe um medicamento único e eficaz para todas as mulheres.
- A disfunção sexual feminina é complexa e multifatorial, envolvendo fatores biológicos, psicológicos e sociais.
- A indústria farmacêutica tem investido em investigação para desenvolver novos fármacos para a libido feminina.
- No entanto, muitos destes medicamentos têm eficácia modesta e efeitos secundários significativos.
- A educação sexual e a comunicação aberta entre parceiros são fundamentais para uma vida sexual satisfatória.
A aceitação de comercialização em agosto de 2015, mediante recomendação de um painel de especialistas, parece ter sido em parte influenciada pelos testemunhos de mulheres que dizem ter sentido melhorias depois de tomarem o medicamento e pela pressão de movimentos que acusam a FDA de não se preocupar o suficiente com a sexualidade feminina. Um deles – Even the Score -, do qual a Sprout Pharmaceuticals faz parte, até preparou um vídeo de agradecimento à autoridade norte-americana. “A aprovação de hoje [dia 18 de agosto de 2015] fornece às mulheres angustiadas com a falta de desejo sexual uma opção de tratamento autorizada”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA.
Era do pós-comprimido
@US_FDA approves #flibanserin for female hypoactive sexual desire disorder pic.twitter.com/uJKDo493dK É certo que nenhum medicamento está livre de apresentar efeitos secundários, por isso há que avaliar se os benefícios compensam os riscos. Tendo em conta que uma em cada cinco mulheres referiu ter tido efeitos indesejados e que as melhorias são pouco significativas talvez não se justifique, como argumenta o médico Walid Fouad Gellad, citado pelo site Vox. A FDA aconselha que as mulheres interrompam a medicação se ao fim de oito semanas não notarem efeitos positivos no desejo sexual. Outro ponto importante é que as mulheres refiram qualquer tipo de alteração, visto que não existem estudos do efeito a longo prazo de um medicamento que deve ser tomado diariamente. O medicamento que agora foi aprovado pela autoridade que regula os medicamento e alimentos nos Estados Unidos (FDA, Food and Drug Administration) já tinha visto o pedido de comercialização recusado duas vezes em 2010 e 2013, por não conseguir demonstrar que realmente resolvia o problema e porque apresentava manifestações severas dos efeitos secundários.
1. Flibanserin
“A combinação de uma prova de eficácia não muito robusta e o facto de o perfil de segurança não estar bem caracterizado fez-nos concluir que não estaria pronto para aprovação”, disse Sandra Kweder, vice-diretora do Gabinete de Novos Fármacos da FDA, citada pela NPR. A aceitação de comercialização em agosto de 2015, mediante recomendação de um painel de especialistas, parece ter sido em parte influenciada pelos testemunhos de mulheres que dizem ter sentido melhorias depois de tomarem o medicamento e pela pressão de movimentos que acusam a FDA de não se preocupar o suficiente com a sexualidade feminina. Um deles – Even the Score -, do qual a Sprout Pharmaceuticals faz parte, até preparou um vídeo de agradecimento à autoridade norte-americana. “A aprovação de hoje [dia 18 de agosto de 2015] fornece às mulheres angustiadas com a falta de desejo sexual uma opção de tratamento autorizada”, disse em comunicado de imprensa Janet Woodcock, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. “A FDA esforça-se por proteger e promover a saúde das mulheres e estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina.” Os ensaios clínicos realizados pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, que incluíram 2.400 mulheres antes de entrarem na menopausa, mostraram que o número de eventos sexuais satisfatórios foi maiores nas mulheres que tomaram flibanserina do que nas que tomaram placebo (comprimido sem medicamento dado com fins sugestivos). “A FDA esforça-se por proteger e promover a saúde das mulheres e estamos comprometidos em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina.” Os ensaios clínicos realizados pelo laboratório Sprout Pharmaceuticals, que incluíram 2.400 mulheres antes de entrarem na menopausa, mostraram que o número de eventos sexuais satisfatórios foi maiores nas mulheres que tomaram flibanserina do que nas que tomaram placebo (comprimido sem medicamento dado com fins sugestivos). Mas a diferença parece pequena: ao longo dos meses de tratamento, as mulheres que tomaram flibanserina tiveram mais 0,5 a 1 encontro sexual satisfatório por mês, contra 0,3 a 0,4 nas mulheres que tomaram placebo. O medicamento que só funcionou em oito a 13 por cento das mulheres, segundo o site Vox, foi classificado de “um afrodisíaco medíocre com efeitos secundários assustadores”, pela diretora do projeto PharmedOut da Universidade de Georgetown, Adriane Fugh-Berman, que estudou a campanha de marketing do flibanserina. No mesmo site lê-se que a farmacêutica não melhorou os resultados desde a recusa em 2013, mas lançou uma forte campanha para acusar a FDA se não se preocupar com a saúde sexual das mulheres. 5 reasons to be skeptical of the new "female Viagra" pic.twitter.com/8FuGiZPmYD A falta de desejo sexual feminino não depende exclusivamente de fatores biológicos, a maior parte são questões psicológicas, como as emoções e pensamentos, a baixa autoestima, as crenças sobre a sexualidade feminina, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E em relação a estes fatores não há nada que um comprimido possa fazer.
- Em Portugal, a flibanserina (Addyi) não está comercializada, sendo necessário recorrer a outras opções terapêuticas.
- A bremelanotida (Vyleesi) também não está disponível no mercado português, estando apenas aprovada nos Estados Unidos.
- O médico de família ou o ginecologista podem orientar a mulher para um especialista em medicina sexual.
- As consultas de sexologia clínica em Portugal são uma opção para abordar a disfunção sexual feminina de forma integrada.
- O tratamento pode incluir terapias hormonais, farmacológicas e psicológicas, dependendo da causa subjacente.
Os problemas biológicos surgem sobretudo na fase da peri-menopausa – quando se iniciam com os primeiros sinais de menopausa – e pós-menopausa, porque é neste período há alterações nas hormonas e no aparelho reprodutor feminino.
| Característica | Flibanserina (Addyi) | Bremelanotida (Vyleesi) |
|---|---|---|
| Via de administração | Oral diária | Injeção sob procura |
| Início de ação | Várias semanas | 45 minutos |
| Duração do efeito | Contínuo | Até 12 horas |
| Interação com álcool | Contraindicado | Não descrita |
| Comparticipação pelo SNS | Não comparticipado | Não comparticipado |
Mas o medicamento já não é recomendado nesta fase da vida das mulheres. Nestes casos recorre-se comprar viagra portugal sem receita medica ao tratamento hormonal de substituição. “Não se pode pensar que o desejo sexual se esgota em termos biológicos. Pensar assim vai criar uma ilusão que pode resultar em desilusão”, disse Sandra Vilarinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. E mesmo que o medicamento potencie a libertação de determinadas hormonas, que podem favorecer o desejo sexual, só por si não é garantia para resolver o problema. As interações entre as hormonas e neutransmissores e as células do cérebro, assim como os efeitos que têm, são mais complexos do que os resultados demonstrados.
- O tratamento da disfunção sexual feminina deve ser individualizado, considerando causas físicas, psicológicas e relacionais.
- Uma avaliação médica completa é essencial para excluir condições como diabetes, doenças cardíacas ou distúrbios hormonais.
- A medicação para a disfunção sexual feminina não é uma solução mágica e funciona melhor quando combinada com terapia sexual.
- O apoio do parceiro ou parceira é crucial para o sucesso do tratamento da baixa libido.
- Mudanças no estilo de vida, como exercício físico regular, sono adequado e redução do stress, podem melhorar o desejo sexual.
A terapeuta sexual Sandra Vilarinho receia que se tome o comprimido com esperança de resolver a falta de desejo sexual, ignorando o tratamento de outros problemas como excesso de trabalho, depressão ou outras dificuldades na relação. Pode saber mais sobre a opinião de especialistas portuguesas em relação ao medicamento flibanserina (aqui) ou ver um parecer publicado na revista científica The Journal of the American Medical Association (aqui). A introdução do Viagra, o comprimido azul para tratar a disfunção erétil masculina, trouxe a solução para os problemas de disfunção sexual de muitos homens.
O fracasso da primeira onda de pesquisas
E desde aí que se procura um equivalente para as mulheres. Mas o problema nas mulheres não é equivalente ao dos homens. O efeito do sildenafil (o composto do Viagra e de vários genéricos) é aumentar a irrigação sanguínea nos órgãos genitais. Também foi testado em mulheres, mas a melhoria da circulação sanguínea nos genitais não mostrou efeitos significativos no aumento do desejo sexual. A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida. E desde aí que se procura um equivalente para as mulheres.
Se não uma pílula, o que então?
Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo). O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos). Mas o problema nas mulheres não é equivalente ao dos homens. O efeito do sildenafil (o composto do Viagra e de vários genéricos) é aumentar a irrigação sanguínea nos órgãos genitais. Também foi testado em mulheres, mas a melhoria da circulação sanguínea nos genitais não mostrou efeitos significativos no aumento do desejo sexual. A médica Carla Rodrigues, que pertence ao Núcleo de Sexologia da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, referiu que alguns países da Europa já usaram testosterona com o objetivo de melhorar o desejo nas mulheres durante a menopausa, mas este tipo de utilização foi interrompida. Agora estão em estudo fármacos que combinam dois princípios ativos: testosterona e sildenafil ou testosterona e buspirona (antidepressivo).
Viagra: para que mais o sildenafil é usado para além da de?
Mas a diferença parece pequena: ao longo dos meses de tratamento, as mulheres que tomaram flibanserina tiveram mais 0,5 a 1 encontro sexual satisfatório por mês, contra 0,3 a 0,4 nas mulheres que tomaram placebo. O medicamento que só funcionou em oito a 13 por cento das mulheres, segundo o site Vox, foi classificado de “um afrodisíaco medíocre com efeitos secundários assustadores”, pela diretora do projeto PharmedOut da Universidade de Georgetown, Adriane Fugh-Berman, que estudou a campanha de marketing do flibanserina. No mesmo site lê-se que a farmacêutica não melhorou os resultados desde a recusa em 2013, mas lançou uma forte campanha para acusar a FDA se não se preocupar com a saúde sexual das mulheres. 5 reasons to be skeptical of the new "female Viagra" pic.twitter.com/8FuGiZPmYD A falta de desejo sexual feminino não depende exclusivamente de fatores biológicos, a maior parte são questões psicológicas, como as emoções e pensamentos, a baixa autoestima, as crenças sobre a sexualidade feminina, assim como a relação com o parceiro sexual e com os outros. E em relação a estes fatores não há nada que um comprimido possa fazer.
6. Ginseng
Os problemas biológicos surgem sobretudo na fase da peri-menopausa – quando se iniciam com os primeiros sinais de menopausa – e pós-menopausa, porque é neste período há alterações nas hormonas e no aparelho reprodutor feminino. Mas o medicamento já não é recomendado nesta fase da vida das mulheres. Nestes casos recorre-se comprar viagra portugal sem receita medica ao tratamento hormonal de substituição. “Não se pode pensar que o desejo sexual se esgota em termos biológicos. Pensar assim vai criar uma ilusão que pode resultar em desilusão”, disse Sandra Vilarinho, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. O Viagra masculino e outros medicamentos da mesma categoria têm um princípio ativo diferente, o sildenafil (agora também disponível nos medicamento genéricos).
| Nome comercial | Substância ativa | Mecanismo de ação | Forma farmacêutica |
|---|---|---|---|
| Vyleesi | Bremelanotida | Agonista dos recetores da melanocortina | Injeção subcutânea |
| Addyi | Flibanserina | Modulador da serotonina e dopamina | Comprimido oral |
| Osphena | Ospemifeno | Modulador seletivo dos recetores de estrogénio | Comprimido oral |
| Intrarosa | Prasterona | Precursor hormonal androgénico | Óvulo vaginal |
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